Med

Como a IA pode surgir, e ajudar, no meio médico? – Gustavo Barros – Medium

Assim como eu, você, muito provavelmente, ficou frustrado que passamos de 2015 e ainda não temos carros e skates voadores, como Marty McFly, de “De Volta Para o Futuro 2”, nos mostrou. Dessa realidade, ainda estamos um pouco longe, de fato. Porém, a área da medicina já não parece assim tão distante, ao menos quando falamos sobre leituras e diagnósticos por imagem.

A Inteligência Artificial é um dos trunfos da medicina na busca por inovações. Os programas baseados em algoritmos, podem mapear um gigantesco banco de imagens e dados para fazer as comparações e obter os resultados esperados, ao que se espera, com maior precisão. Ela já pode ser vista em alguns exames feitos, por exemplo, com ressonâncias magnéticas.

Com base nos dados de IA usados por meio das ressonâncias, é possível obter informações como a espessura da cartilagem do joelho, uma ferramenta que a Samsung Eletronics vem desenvolvendo e mostrou recentemente na Radiological Society of North America (RSNA) — 2018, juntamente com seus mais novos equipamentos com base em imagens. No estande da transnacional sul-coreana era possível observar uma “zona de IA”, para que os visitantes experimentassem a tecnologia aplicada não só em ressonâncias magnéticas, mas também em ultrassonografia, radiologia digital, tomografia computadorizada e outros.

No Brasil, a Dasa, que integra o Center for Clinical Data Science (CCDS) — centro de medicina da Harvard Medical School, já desenvolve esses algoritmos juntamente com a universidade norte-americana, que tem como finalidade apontar a existência e a gravidade de doenças no cérebro e de câncer de próstata, também através das ressonâncias.

Por aqui, desde 2013 a start-up Portal Telemedicina utiliza a tecnologia para analisar até 5000 exames por dia, com base em um banco de dados com milhões de exames já diagnosticados. A extração e leitura dos dados é enviada para aparelhos como smartphones e tablets, o que gera maior agilidade nos laudos.

Uma das vantagens da IA presente nos diagnósticos é o custo do exame, que tende a cair, e o paciente não precisará passar por duas ou três consultas. De acordo com Rubens Belfort Jr. professor de oftalmologia da Unifesp, o ganho de qualidade também pode ser um fator, já que mesmo em países ricos a qualidade de análise pode não ser boa, por diversos fatores como despreparo ou até mesmo desleixo.

Mas, calma! Essa inovação ainda é tida como um auxiliar nos diagnósticos, ou seja, os vereditos ainda são humanos. O que não impede que num futuro (que pode ser próximo), você seja diagnosticado totalmente de forma robótica.

Por Gustavo Barros.

**texto feito como forma de expansão de horizontes.


Source link
Tags
Back to top button
close
Thanks !

Thanks for sharing this, you are awesome !

Pin It on Pinterest

Share This

Share this post with your friends!