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Memórias – Andrey Monteiro – Medium

Foto: Pexels

A medicina deve ser, antes de tudo, um chamado à vocação e ao sacerdócio de olhar o outro com empatia.

Sempre pensei dessa forma.

Me lembro que, anos antes de trabalhar como diretor do Instituto Nacional de Cardiologia, eu passava pela recepção e via pessoas esperando, sentadas na garagem, respirando gás carbônico; outras, ficavam em pé, sem nenhum conforto. O espaço era ao lado da recepção e os pacientes se assentavam em canteiros de plantas desativados.

Quando assumi, fiz uma obra simples, mas que pode ser considerada grande aos olhos da sensibilidade: montamos, sem muitas despesas, uma sala confortável, climatizada, com poltronas televisão, onde a angústia da espera poderia ser, ao menos, atenuada pela acolhida do ambiente.

Como disse, foi uma obra simples, com baixo investimento e estrutura removível, já que essa garagem só existia na eventualidade de algum equipamento ter que ser içado pela lateral. Ou seja, uma coisa esporádica impactava diariamente a vida das pessoas.

É na simplicidade que tantas vezes se constrói a medicina que dialoga com as pessoas empaticamente, para além da ciência. Gestão na área da saúde demanda como valor primordial a empatia, o olhar para o outro, marcando a austeridade e a priorização do que é mais importante para o cultivo da vida.


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